Monday, November 9, 2009

Incitar a Violência é crime... só para alguns...

No meu pais, o crime é avaliado conforme o autor e não segundo acções. O mesmo sistema que ‘questionou’ Azagaia por incitar à violência...agora faz ‘olhos de mercador’ para Afonso Dhlakama.

Quando o cidadão Edson da Luz, mais conhecido por Azagaia, escreveu e gravou a faixa Povo no Poder’, foi chamado para prestar esclarecimento na Procuradoria da Republica que pretendia saber até que ponto a letra da canção incitava ou não à violência.

O lançamento da faixa de Azagaia, coincidiu com os eventos do 5 de Fevereiro em que populares foram as ruas, manifestarem-se de diversas formas, contra o aumento do preço dos transportes, na sequência do aumento do preço dos combustíveis.

Numa autentica ameaça a liberdade de expressão artística, a Procuradoria e alguns seguimentos da sociedade, chegaram a colocar a hipótese de ‘Povo no Poder’ teria contribuído para motivar alguns populares a irem às ruas destruir tudo o que viram pela frente.

Esqueceram-se eles que a musica era a tradução de um evento que já tinha acontecido. Se incitava ou não a outro evento igual no futuro, isso não sabemos, pois nunca ficou esclarecido como terminou o processo Azagaia.

Ouvi dizer que se tratava apenas de um processo de esclarecimento normal.
Não condeno o sistema por ter solicitado 'esclarecimentos' de Azagaia. Afinal, mais vale prevenir do que remediar.

Condeno sim, o facto de o mesmo sistema não usar a regra de 'Prevenir para não Remediar', com todos os cidadãos, independentemente de cor, raça, etnia ou filiação partidária.

O sistema esqueceu-se ou finge ter-se esquecido, de 'assediar' o Sr líder da oposição, Afonso Dhlakama que durante dias seguidos apareceu na televisão e radio, a declarar que o pais iria arder caso os resultados eleitorais não fossem favoráveis a si e ao seu partido.

Para colocar mais combustível na fogueira, o sr. Dhlakama apareceu mais tarde em publico, a dizer que 'Nunca' dissera que iria colocar o pais em chamas. Segundo ele, seria o próprio povo a faze-lo por não concordar com os resultados eleitoras.

De acordo com Afonso Dhlakama, o povo estava a preparar-se para ir à rua, manifestar-se contra uma alegada fraude, e que se a policia usasse a violência, o povo também responderia com violência, e dai como formula magica, surgiria o tal ‘arder do pais’.

Mais valia a pena ele ter continuado a ameaçar colocar fogo ao pais, pois ai o maximo que poderia ter acontecido era ser rotulado de 'louco'.

Ao mudar de disco atribuindo a autoria do provável 'incêndio' ao povo, a menos que goze de alguma imunidade especial contra abusos de linguagem, Dhlakama está agora, simples e claramente, a incentivar/incitar o povo a ressurgir-se violentamente contra as autoridades...

É realmente uma pena que a Procuradoria não assista tantas vezes a televisão ou escute a radio, como escutou a letra de Povo no Poder.


Monday, November 2, 2009

Imparcialidade Jornalística: Como?

As eleições Moçambicanas de 2009 foram também, marcadas pela qualidade da cobertura jornalística dos media nacionais. Este ano, mais do que nunca, os órgãos de informação moçambicanos esforçaram-se para mostrar ao publico o que se estava a passar no terreno.

A azáfama era tanta, que muitos se esqueceram das regras básicas que regem esta profissão, principalmente quando se fala de Cobertura Eleitoral. E duas dessas regras são do conhecimento de todos:

  • Imparcialidade aliada a capacidade de gerir emoções (felicidade, raiva, excitação, tristeza, etc).
  • Promover acesso a informação para todos os cidadãos, independentemente da raça, etnia...e côr partidária.
Confesso que em alguns momentos, senti pena dos apoiantes e simpatizantes de certos partidos políticos, que eram ‘forçados’ a assistir, escutar e ler informação que pouco ou nada reflectia as sua convicções políticas.

Até hoje não percebi porque é que para alguns órgãos de informação só era importante o que a Frelimo, Renamo e MDM faziam...mesmo sabendo que para este escrutínio concorreram quase duas dezenas de formações políticas.

Também não percebi porque é que alguns repórteres, mesmo depois de terem sido aconselhados a não faze-lo, continuavam a usar expressões que exaltavam a uns e humilhavam a outros intervenientes neste processo.

Não sou apologista da perfeição humana. É escusado dizer aqui, que como seres humanos, os jornalistas têm a fraqueza de se deixarem dominar pelas emoções. Entretanto, é importante recordar que para evitar constrangimentos, recomenda-se que em épocas eleitoras, os mais apaixonados, se abstenham de fazer a cobertura e se dediquem somente a campanha.

Também não sou defensora da imparcialidade jornalística. Alias, acho que é que uma utopia acreditar num cenário em que todos (ou a maioria) dos jornalistas seja imparciais.

Para mim, o jornalista não é imparcial nem na cobertura dos mais simples factos. A imparcialidade deixa de existir a partir do momento em que ao decidir escrever um artigo, o jornalista elege a fonte que acredita ser a melhor para determinado ângulo, que ele (mais uma vez) acredita ser o mais correcto. Depois vem a fase da escrita, em que mais uma vez, é o jornalista que escolhe o lead (o que/ quando/onde/como/porque) e a ordem de colocação dos factos. Ao leitor/espectador/ouvinte caberá a tarefa de receber o produto final, totalmente ‘embebido’ da tal ‘imparcialidade’ do jornalista.

Alguém dizia: “O jornalismo é a arte de informar e transformar. É a batalha pela conquista de mentes e corações”. Concordo plenamente, desde que fique claro, no inicio dessa batalha, a que lado se pertence.

O que não vale, é um jornalista/órgão de informação que se declare imparcial, apareça a conduzir reportagens/entrevistas cheias de ideologia e juízos opinião. Isso de certeza, não é profissionalismo...muito menos isenção ou imparcialidade!

Monday, October 19, 2009

Sem comentarios....



Monday, October 5, 2009

Os Media Mocambicanos na era digital: que futuro nos espera?

A partir de 2015, o mundo passará para Era Digital. Ou seja, toda a transmissão e recepção de sinais de Tv e Rádio deixará de ser analógica e passará a ser digital.

Em linguagem simples, a Migração Digital significa que daqui a pouco menos de cinco anos, os aparelhos que temos actualmente nas nossas casas não servirão para receber informação. Isso significa que para assistirmos TV ou escutar rádio, teremos que possuir um aparelho receptor digital, que custa no mínimo dois mil dólares.

Outra alternativa seria a aquisição de um conversor (set-top box) que é ligado ao actual televisor ou rádio analógicos e ‘ transforma’ os sinais para o formato digital. Este conversor custa pouco mais de 70 dólares para televisão e 120 para rádio.

A ‘Migração Digital’ é um processo irreversível. Moçambique não tem a hipótese de não aderir, sob pena de ficar isolado do mundo em matéria de acesso à informação.

É escusado dizer que Moçambique está muito atrasado. Até porque poucos são aqueles que sabem o que este processo realmente representa para o pais.

Aliás, muitos nem sabem que os televisores que actualmente estão no mercado a preço de ‘banana’, estão descontinuados e em menos de dez anos irão para um Museu.

Até que ponto Moçambique e a região da África Austral está preparada a Era Digital?
Qual será o futuro das nossas rádios e televisões?

Numa brochura de pouco mais de 60 paginas, uma equipa de pesquisadores, da qual eu fiz parte, sob liderança de Prof Guy Berger, tentou responder a essas e outras perguntas, Aqui (documento em pdf 712 kb)

Friday, August 7, 2009

Mostre os olhos... se realmente quer que acreditemos em si...

Aparecer na televisão de óculos escuros virou moda. Não estou contra o uso de óculos escuros de sol. Até gosto muito e tenho uma colecçao de dar inveja. O meu problema é como, onde e quando os óculos são usados.

Creio que vão concordar comigo que usar óculos escuros (de sol ou estilo, como preferirem) não fica bem num local fechado e muito menos na televisão ou dentro de um estúdio de gravação…

Sempre pensei que os óculos de escuro/sol fossem para ser usados numa das seguintes situações (corrijam-me se estiver enganada):
  • Para proteger a vista contra os raios solares
  • Por estilo e moda
  • Para esconder manchas, olheiras, etc
  • E, claro, também para ocultar muita coisa …por exemplo, algo que está dentro do nosso coração e que temos medo que os nossos olhos, inocentemente, revelem à todos aqueles que estão a olhar para nós. É sobre este ponto que pretendo debruçar-me.

Ultimamente, o sr. MC Roger tem aparecido na televisão pública, a pedir ao publico que ajude uma gala beneficiente para criancas (que por acaso está a ser organizada pela televisão pública). Não tenho nada pessoal contra o MC. O que está aqui escrito serve de lição à qualquer outro artista… e já agora, também aos realizadores de TV que permitem tamanha barbaridade.

Vários estudos de marketing e imagem já provaram que “olhar nos olhos” transmite confiança e segurança do que se está a “vender”. Admira-me muito que o “senhor que sabe tanto de imagem” não tenha descoberto isso... No contexto desta postagem, a palavra ‘vender’’ também se refere ao acto de aparecer em campanhas televisivas de angariação de apoio à pessoas carenciadas.

Ao escolherem esta celebridade para fazer o spot publicitário, os autores da iniciativa acreditavam que o senhor MC teria a capacidade de convencer-nos a aderir a campanha.
Ora bem! Toda gente bem informada sabe perfeitamente que a primeira regra para convencer, é ser-se sincero ou pelo menos fingir-se muito bem que se está a ser sincero…

Ao esconder-se por detrás de “óculos de escuros de marca”, como é que o MC quer que eu acredite que está a ser sincero?

Se não sabia (eu já percebi que o senhor não sabe muita coisa…), então fique a saber que quando se dirige as pessoas desviando ou escondendo os seus olhos, transmite a sensação de que nós (as pessoas) não temos importância ou o assunto que aborda, não significa muito.

Também já percebi que o assunto “criança” lhe comove muito. Ainda bem que é assim! Então, trate de provar isso! Olhe para nós! Mostre-nos os seus olhos.
Os olhos são o espelho da alma. A não ser que tenha algo para esconder…

Dica:
Visite este site e vai perceber que cuidar da imagem não passa apenas por usar roupas, sapatos…ah…e óculos de marca...

Amsterdam sex business thrives in economic crisis

By Wongai Zhanghaza & Zenaida Machado

Amidst the economic meltdown which has ravaged the world there is one industry which has managed to whither the economic storm- the commercial sex industry in the historic town of Amsterdam, Netherlands.

Marcel Maarschalker-Weerd, manager of one of largest sex shop in the world, the German Beate Uhse erotic shop, boasts that sex business in Amsterdam remains the most “profitable business” which has managed to resist the global crunch.

“About 95 percent of our [Beate Uhse] clients in Amsterdam are tourists coming from cities of Netherlands, US and England,” he says.

The Beate Uhse profits
According to Beate Uhse Industry’s quarterly financial report, the company made 2.7 million euros in the first three months of this year, through selling of sex toys, lingerie and pornography.

The sex shop combines a total of ten shops around the Red Light District (RLD), one of oldest parts of the city of Amsterdam known for its charming architecture.

“The sex shops business is our response to the people’s imagination. Dutch people work hard and they need to use sex toys to relax,” claims the former bouncer.

A shop manager from Chitika who preferred anonymity said sex business was good for Amsterdam.

“Sex business is good. It belongs to Amsterdam. It has been going on for a long period. It is our history. If we make more than 2 million euro in a short period of time, is that not good?” he asked.

He also said the sex shops owe their profitability to prostitution that also makes the Red Light District so popular. “Prostitutes keep these shops (sex shops) going.”

Prostitution under God’s eye
The RLD is also prominent for being the world’s most famous prostitution centre where women and male gays almost naked gather along the river canal close to Amsterdam’s Old Church.
People visiting the area do not seem to mind.

“Amsterdam is a very liberal city. The Red Light District has been here for more than 500 years. Having a woman standing in a window shop in few clothes, just next to a church doesn’t shock anyone,’ explains Victoria, an agent from the Information Desk of a specialised hotel group Hotel Runners in the RLD.

Prostitution in the Netherlands has been legal since 1830. The new law introduced nine years ago also legalised other sex businesses, subjecting it to the municipal regulations about the location, organisation and the practice.

HIV/Aids and safety
The local authorities are also concerned about the health and safety of sex workers and the people who visit them.

The registered prostitutes are protected by the law and receive benefits like mortgages, medical care and even child welfare.

The Prostitute Information Centre (PIC) and other health organisations try to make sure that the prostitutes practice safe sex as a measure to prevent the spread of HIV and Aids and other sexually transmitted diseases.


Did you know that:
  • An estimated 30 000, prostitutes are in the Netherlands
  • 80% prostitutes are foreigners, 70% do not have immigration papers suggesting they were trafficke.
  • 33% come from countries outside European Union
  • Most prostitutes in shop windows are migrants from Dominican Republic, Columbia, Venezuela, Ghana, Benin, Poland, Russia, the Ukraine, Lithuania, Serbia, Croatia and the Czech and Slovak Republics.
  • Prostitutes work between 12 and 17 hours a day receiving 10 to 24 clients, at a charge of 50 Euros for 20 minute sessions
  • Roughly seven percent of the prostitutes in Amsterdam are infected with the HIV virus (2003/ 2004)

War on Sex
In December 2008, the Amsterdam council evoked a war on commercial sex by announcing their plans to close the RLD as a major move to fight human trafficking, money laundering and drug abuse in the prostitution area.

However, the decision found a lot of resistance from local residents, sex workers and visitors, forcing the local government to reconsider its decision.

“Amsterdam is a beautiful city regardless of the prostitution or marijuana. You can visit the city without necessarily being forced to go to the Red Light District. You don’t have to get in it if you don’t want to”, Victoria says.

Sex for Charity
The profits of the sex business have benefited a number of less privileged societies in developing countries.

“Every year we go to Gambia to visit children in need at the villages, to whom we offer school material. We also support local hospitals by supplying them with condoms and family planning pills for free”, said Marcel.

Thursday, June 11, 2009

A sex paradise under God's eyes


If God would come to earth to judge people, the citizens of Amsterdam would probably be the first ones to be sent to burn in the hell’s fire. Only in Amsterdam it is possible to see three sins interacting in a peaceful environment, with religion.

In The Red Light District, located in the heart of the oldest part of Amsterdam, marijuana, alcohol and prostitution can be enjoyed freely over the canals, just next to the old church, recreating the old Babylon cited in the Bible.

‘Having a woman standing on a window shop in few clothes, just next to a church doesn’t shock anyone,’ Victoria, an Australian living in Amsterdam, explained to me.
She didn’t probably notice that I was shocked.

In my country Mozambique, prostitution is not legalized. However, the hypocrisy of our politicians has allowed a small version of the Red Light Street called Rua de Bagamoio, to develop down town in the capital Maputo.

For many years I was convinced that Rua de Bagmaoyo was the top of prostitution. That was until I visited Riparbaam in the German city of Hamburg back in 2006. Now, both Rua de Bagamoyo in Maputo and Riparbaam in Hamburg cannot be compared to its version in Amsterdam.

Back home I would never feel comfortable visiting prostitution centre. In Amsterdam, the fact that two enormous churches are just in the middle of what in Mozambique we would call a ‘satanic place’, gives me total freedom to move around the sex shops.

After all, if even God is there why shouldn’t I? And yes, I bought myself a sex toy!!!